Um mito popular diz que o nome Olinda teria a sua origem numa suposta exclamação do fidalgo português Duarte Coelho, primeiro donatário da Capitania de Pernambuco – "Oh, linda situação para se construir uma vila!".
Localizada no estado de Pernambuco, é uma das mais antigas cidades brasileiras, tendo sido fundada (ainda como um povoado) em 1535 por Duarte Coelho. O donatário fez tudo pelo desenvolvimento da terra. Fundou o primeiro engenho de açúcar, desenvolveu a agricultura, estabeleceu um livro de Tombo e em 1537 foi elevada a vila no dia 12 de março. Duarte Coelho ordenou a construção de um edifício destinado ao funcionamento da Câmara do Senado de

Olinda, prédio este doado, em 1676, ao primeiro bispo de Olinda, Dom Estevam Brioso de Oliveira, que o converteu em um palácio episcopal, tudo que ainda hoje conserva. Olinda era sede da capitania de Pernambuco, mas foi incendiada pelos holandeses devido à sua localização. Segundo a concepção holandesa de fortificação, Olinda detinha um perfil de difícil defesa. Diante disso, a sede foi transferida para o Recife.

Em 1630, Olinda foi tomada pelos holandeses que a incendiaram no ano seguinte; em 1654, os portugueses retomaram o poder e expulsaram os holandeses. Olinda volta a ser capital de Pernambuco, muito embora os governadores residissem no Recife.Por volta de 1800, com a fundação do Seminário Diocesano e, em 1828, do Curso Jurídico, transformou-se num burgo de estudantes. Deixou de ser a Capital da Província em 1837, perdendo o título de capital para o Recife.
Sob certos aspectos Olinda rivalizava com a metrópole portuguesa. Seus velhos sobrados tinham dobradiças de bronze, enquanto as igrejas, principalmente a Sé, ostentavam em suas portas principais dobradiças de prata e chaves fundidas em ouro.
Foi no Senado da Câmara de Olinda que, a 10 de novembro de 1710, o sargento mor Bernardo

Vieira de Melo deu o primeiro grito em prol da independência nacional.
Os primeiros cursos jurídicos do Brasil, criados pelo Decreto Imperial de 11 de agosto de 1827, foram inaugurados solenemente no mosteiro de São Bento, a 15 de maio de 1828. Antes de sua transferência para o Recife, os Cursos Jurídicos funcionaram no prédio em que atualmente se encontra a prefeitura.
Olinda tem uma população de cerca de 377 000 no total (360 554 na zona urbana), e uma área de 37,9 km², fazendo parte da Região Metropolitana do Recife, e localiza-se a uma distância de 6 km de Recife, capital do estado. Faz limite ao norte com Paulista, ao sul e oeste com Recife, a leste com Oceano Atlântico. Olinda foi o ponto de partida, não só para o povoamento do interior pernambucano, mas também para a ocupação dos estados Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão. Somente Sergipe e Piauí, por terem sido povoados pelos baianos, não devem sua ocupação a Pernambuco.
Olinda é um município essencialmente habitacional, comercial e turístico. Pode-se dizer que é uma "semicidade dormitório", em relação à capital pernambucana, a vizinha Recife. Os habitantes são majoritariamente de classe média e de classe baixa.
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A criação do município de Balneário Camboriú ocorreu apenas em 1964, quando se emancipou de Camboriú passando a ter o mesmo nome, mas com adjetivo "Balneário" incorporado no nome. Os primeiros habitantes da região eram indigenas. A ocupação começa a ocorrer com a chegada do açoriano Baltasar Pinto Corrêa. Em 1848, passou a ser distrito da cidade de Itajaí, chamado de Bairro da Barra com a construção da Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso.
Em 1964, o distrito obteve autonomia, passando a minicípio com o topônimo de Balneário de Camboriú, alterado, em 1979, para Balneário Camboriú.
Atualmente, a populaçãoé uma mistura de descendente de português, alemães, italianos e poloneses, em grande maioria e, em minoria, de japoneses.





Manaus é uma cidade rica em manifestações folclóricas. Nos meses de junho e julho realizam-se festivais por toda a cidade, exteriorizando as tendências culturais da população amazonense de origem indígena, nordestina e portuguesa, além das influências orientais, marcadamente da cultura árabe. Dentre essas manifestações, a dança vem em primeiro lugar, através das apresentações de bois-bumbás, cirandas, quadrilhas caipiras, danças indígenas, nordestinas e danças africanas; pastorinhas e outras. Além do Festival Folclórico do Amazonas, realizado no Centro Cultural de Manaus (Sambódromo), também acontecem eventos ao ar-livre em bairros e nos ginásios dos colégios, com apresentações diversificadas. Outra manifestação popular realizada anualmente é a Festa do Boi-Bumbá, originária do Maranhão e difundida por todo o Brasil, que tornou-se atração turística no Amazonas, graças ao espetacular festival realizado na ilha de Parintins, no interior do Estado.
O boi-bumbá mobiliza a população manauara, que durante o período se desloca maciçamente para a ilha. Em Manaus, os ensaios dos boi-bumbás acontecem de março a junho em clubes e casas de shows da cidade e, especialmente, em espaços curiosamente chamados de currais de boi - os mais conhecidos são os dos Bumbás Garantido e Caprichoso. Manaus mantém viva a sua própria tradição do boi-bumbá, preservada pelas comunidades dos bairros periféricos. No mês de junho são realizadas festas caipiras, em que parentes, vizinhos e amigos se confraternizam e divertem. São acontecimentos muito alegres, levados ao som de músicas da época e fogos de artifício, acompanhados por quitutes juninos, como o munguzá (mingau preparado com milho branco), o bolo de macaxeira (nome regional para a mandioca ou aipím), o bolo de milho, a tapioca, a banana frita, o tacacá (feito com o tucupi, que é o sumo da mandioca brava) e o aluá (bebida fermentada, preparada com abacaxi e mangarataia).
Festa do Boi-Bumbá: Originária do Maranhão, com o nome de Bumba-Meu-Boi, a brincadeira do Boi-Bumbá tomou características próprias no Amazonas, devido à miscigenação indígena, tornando-se um interessantíssimo produto turístico. Na ilha de Parintins, no Rio Solimões, a 420 km de Manaus, acontece a maior manifestação folclórica da Amazônia, promovido pelo Governo do Estado do Amazonas através da Secretaria Estadual de Cultura e Turismo - Sectur, quando a cidade se divide em Azul e Vermelho - as cores dos bumbás Caprichoso e Garantido. Realizado nos dias 28, 29 e 30 de junho, o espetáculo mobiliza milhares de pessoas, entre moradores da ilha e visitantes de Manaus e de outras regiões do país e do mundo. O ponto alto das apresentações é a representação da morte do boi, parte da lenda que conta a história de Mãe Catirina que, durante a gravidez tem o desejo de comer língua de boi. O Pai Francisco, seu marido, sacrifica o boi da fazenda onde trabalha para satisfazer a vontade da mulher. O patrão descobre a façanha e decide prender Pai Francisco com a ajuda dos vaqueiros, mas os índios ajudam a esconder Pai Francisco. O padre e o médico das redondezas tentam, não conseguem ressuscitar o animal, mas o pajé da tribo indígena, fazendo uso de seus poderes sobrenaturais e encantamentos, consegue fazer o boi reviver. Com o boi vivo, novamente, a festa se reinicia, num ritmo frenético e irresistível.








